Ao Engenheiro. Rafael Ramírez Ministro de Energia e Petróleo Presidente de Petróleos de Venezuela (PDVSA) Com cópia ao Presidente Hugo Chávez Frias Pela reintegração do sindicalista Orlando Chirino ao seu posto de trabalho! Foi com surpresa que recebemos a notícia da demissão do dirigente sindical Orlando Chirino, coordenador nacional da União Nacional dos Trabalhadores (UNT) e dirigente do SINUTRAPETROL, de seu posto de trabalho na PDVSA, ocorrida em janeiro deste ano. Em virtude de sua condição de dirigente sindical, o companheiro Orlando José Chirino Zavala se encontra investido de proteção por parte do Estado, com foro sindical outorgado nas organizações sindicais às quais pertence, segundo o estabelecido no artigo 451 da Lei Orgânica do Trabalho da República Bolivariana da Venezuela. Conhecido dirigente dos trabalhadores nos planos nacional e internacional, Orlando Chirino esteve presente, na condição de delegado oficial dos trabalhadores de seu país, em Assembléias anuais da OIT, o que reafirma seu foro sindical, e para ninguém é desconhecida a sua participação ativa na defesa do presidente Hugo Chávez, quando da tentativa de golpe de Estado de abril de 2002, bem como na luta contra a sabotagem da indústria petroleira na virada do ano de 2002 para 2003. Nós, que sempre estivemos ao lado do governo legítimo da Venezuela, presidido por Hugo Chávez, sempre que o imperialismo levantou a cabeça para desestabilizá -lo, como no referendo revocatório de 2004 e agora recentemente no referendo da reforma constitucional, onde apoiamos o Sim, não podemos deixar de considerar a demissão de Orlando Chirino da PDVSA como algo injustificado, seja do ponto de vista legal, seja do ponto de vista político, e isso a despeito de divergências sérias que temos com posições políticas que ele defendeu no último período (como no caso do referido referendo constitucional de dezembro passado). Ainda mais neste momento em que a PDVSA, e com ela a soberania do povo venezuelano de retomar para a nação o que estava em mãos privadas, sofre a agressão da ExxonMóbil, petroleira estadunidense que teve ações judiciais suas acatadas por tribunais de Nova York e Londres, resultando no congelamento de ativos da empresa venezuelana no exterior, fato que exige a mais ampla unidade para defender as medidas adotadas pelo governo Chávez, em particular a decisão soberana de nacionalizar a Faixa Petrolífera do Orinoco, nos parece totalmente contraditória com esse objetivo e infeliz a decisão de demissão de Orlando Chirino. Por isso, respeitosamente, nos dirigimos ao Presidente da PDVSA e ministro Rafael Ramirez, pedindo a imediata revogação da demissão de Orlando Chirino e sua reintegração ao quadro dos trabalhadores desta empresa, dando conhecimento de nossa inquietação também ao Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez Frias. Pelo respeito aos direitos sindicais! Reintegração à PDVSA do sindicalista Orlando Chirino! São Paulo, 13 de fevereiro de 2008 Julio Turra (dirigente sindical da CUT-Brasil) Pela Corrente O Trabalho do PT Seção brasileira da 4ª Internacional
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