A Ocupação da reitoria da Universidade de Brasília comemorou nesta quinta-feira, 10 de abril, o afastamento do reitor Timothy Mulholland. Completada uma semana de ocupação, Timothy, após diversas declarações intransigentes, pautadas pela incapacidade de dialogar com os estudantes, enfim fez o que já deveria ter feito desde a primeira denúncia envolvendo seu nome, no início do ano. Consideramos o fato como uma vitória, mas uma vitória parcial com diversos poréns. Nenhuma das nossas 18 reivindicações, que consideramos básicas, foi contemplada até o momento. Não pedimos pelo afastamento, mas pela renúncia do reitor, bem como do vice-reitor Edgar Mamiya que assumirá provisoriamente o cargo, assim como de toda essa diretoria que compõe uma corja oligárquica antidemocrática que comanda os rumos da Unb há mais de 15 anos. Além disso, é importante ressaltar que Timothy afastou-se do cargo de reitor, mas continua como presidente do conselho da FUB - Fundação da Universidade de Brasília - que delibera os rumos, especialmente financeiros, da Unb.
Nossa luta não tem seu fim em uma figura central, no caso a do reitor, pois o movimento pensa a universidade a longo prazo. Queremos a convocação de um congresso estatuinte paritário, que garanta a democracia na universidade. Temos hoje, em todas as instâncias, votações desiguais repartidas numa relação de 70% para os docentes, 15% aos funcionários e 15% aos estudantes. Além disso, existe na Unb um conselho diretor, o próprio conselho da FUB, composto por seis membros que detêm um poder que, por exemplo, permitiu a aquisição da mobília do apartamento do reitor afastado Timothy. Existem membros que fazem parte deste que se tornou um verdadeiro"conselho de anciãos"(mas sem sabedoria) desde o início da década de 1990!
A Ocupação definirá seus rumos na próxima Assembléia Geral marcada para a próxima segunda-feira, dia 14/04, mas não temos a intenção de saír enquanto nossas reivindicações não forem atendidas!
Toda a comunidade está conosco nesta luta pela moralização da Universidade de Brasília e pelo fim da corrupção num espaço que deve se caracterizar pela formação de pessoas capazes de levar o Brasil para dias mais justos e igualitários.
Ocupar e Resistir.