Venezuela: todo apoio aos dirigentes classistas da UNT.

 

Os processos em curso na Venezuela são um dos principais debates da esquerda socialista nestes últimos anos, incitando simpatia, apoios e críticas, assim como uma série de interrogantes na vanguarda lutadora de nosso continente. Um dos últimos episódios foi em torno da autonomia sindical e do classismo. O Ministro do Trabalho do Presidente Chávez, que se diz “trotskysta” decidiu não negociar os contratos coletivos com o setor representativo da UNT, (a nova central anti golista) a Corrente Classista Unitária Revolucionária e Autônoma - CCURA. Iniciou esta política

no primeiro semestre com as negociações petroleiras, quando atuou para fortalecer o setor da CTV, burocracia que esteve diretamente envolvido no Golpe de Abril de 2002. O mesmo ocorreu com a negociação coletiva dos trabalhadores do serviço público. No dia 21/08/07, um grupo formado por 80 delinqüentes armados e pagos, organizados pelo pela burocracia de Fentrasep, retiraram a força os dirigentes sindicais que se encontravam na sede do ministério do trabalho desde o dia 15/ 08, a espera de entregar os projetos de contrato coletivo dos trabalhadores da administração publica.

Para atualizar o debate sobre a situação venezuelana publicamos declarações de Orlando Chirino, dirigente da UNT e da C-CURA e impulsionador do Partido Revolução e Socialismo – PRS.(www.aporrea.org) “A resposta brutal e vandálica do Ministro e de seu chefe de Segurança, William Rangel, é um fato inaceitável e demonstra até onde podem chegar os burocratas e ladrões do governo e de Franklin Rondon. Estes fatos lembram o velho estilo fascista dos bandos armados de AD (Ação Democrática). Isto não pode ficar impune, deve ser investigado para punir seus responsáveis materiais e intelectuais”. “O Ministro, aproveitando o poder que lhe outorga seu cargo, utilizou o canal do Estado para se promover e se apresentar como uma maravilha... Afirmou que a decisão dos 17 dirigentes sindicais classistas de permanecer nos escritórios do Ministério colocava em risco a discussão da convenção coletiva. A verdade é que os únicos que colocaram em risco isso foram o Ministro e a burocracia de Rondon. [...] o contrato venceu há três anos é uma situação inédita [...] A verdade e que o Ministro prefere se aliar aos burocratas corruptos de Franklin Rondon... com os quais organizou o bando armado para expulsar os dirigentes classistas do Ministério”. “O Ministro afirmou que éramos um grupo minoritário. [...] éramos mais de 200 dirigentes sindicais de base e diretores de Fentrasep, representando milhares de trabalhadores do setor público[...] Agora o ministro diz que não houve seqüestro. Em primeiro lugar deve ficar claro que a intenção dos dirigentes sindicais não era ficar no Ministério, mas entregar os projetos de contrato coletivo. Foram obrigados a fazê-lo já que estava sendo violado o Art. 51 da Constituição, assim como os convênios internacionais, o 87 sobre a liberdade sindical e o 98 sobre a contratação coletiva, e o art. 402 da Lei Orgânica do Trabalho. Depois, por ordens do Ministro Rivero, foram violados os direitos humanos mais elementares, ao deixá-los fechados em uma sala, negando o acesso aos banheiros, cortaram a luz e impediram a chegada de comida. Se o ministro tivesse recebido os projetos nada disto aconteceria.Vamos lutar para impedir a impunidade... e exigir que sejam recebidos os projetos de contratação coletiva”.

(Combate Socialista)

 

 

 

 

 

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